Guru iniciadorFicha TKF-047

Ravindra Svarupa Dasa

  • Acusação de acobertamento de violência contra crianças

Ravindra Svarupa dasRavindra SwarupaRSD

Presidente da ISKCON Philadelphia
Membro do GBC
1987
Guru iniciador
Membro do comitê do GBC de 1993 sobre o caso Lokanath Swami
1993
Primeiro vice-presidente do GBC
1998
Presidente do GBC (eleito em 2000); membro do GBC responsável pela Pensilvânia, por Delaware, por Maryland e pela maior parte de Michigan, e por países do norte da Europa
2000–2001

Proteção concedida · 1

  • Lokanath SwamiAcusação relatada1999Fonte

    Segundo a comissão do GBC encarregada do caso em 2022, Ravindra Svarupa disse ao escritório de proteção infantil da ISKCON, em 1999, que o caso não deveria ser reaberto (“mantido por direito adquirido”), razões que a maioria da comissão considerou pouco convincentes, e redigiu o comunicado informativo (Information Release) de 1999 do GBC, que descreve os toques como feitos na “parte superior da coxa” da menina, “por cima da roupa”.

Resumo do registro

1 entrada — 1 acusação.

Última revisão:
Registro: 0 comprovado, 0 ação judicial, 1 alegado, 0 não verificado, 0 resolvido a seu favorAcusação relatada2022 · caso Lokanath, 1999

Biografia

Ravindra Svarupa Dasa (nome civil William H. Deadwyler III) é bacharel em filosofia pela University of Pennsylvania (1966) e doutor em religião pela Temple University (1980). Foi iniciado em 1971 e foi presidente do templo da ISKCON na Filadélfia. O GBC o elegeu membro em 1987; ele é guru iniciador e escreveu para o Bhaktivedanta Institute da ISKCON e para a Back to Godhead (biografia do GBC). O GBC o elegeu primeiro vice-presidente em 1998 e presidente em 2000.

Em 1993, ele foi um dos sete membros do GBC no comitê que tratou da queixa contra Lokanath Swami.

O ano de nascimento dele não é confirmado nas fontes consultadas.

Fontes (5)
  1. [1]ISKCON Governing Body Commission, Ravindra Svarupa Dasa — biografia de membro do GBC
  2. [2]Wikipedia, Ravindra Svarupa Dasa
  3. [3]ISKCON GBC, GBC Resolutions 1998 — eleição dos dirigentes: “Ravindra Svarupa Das é eleito primeiro vice-presidente do GBC”, 1998 · cópia neste site
  4. [4]ISKCON GBC, GBC Resolutions 2000 — ata da Assembleia Geral Anual de 2000: “Sua Graça Ravindra Svarupa Das é eleito presidente”; atribuições zonais 2000–2001, 2000 · cópia neste site
  5. [5]ISKCON GBC, Report of the Lokanath Swami Case Panel — comissão nomeada pelo GBC; pareceres da maioria e da minoria; PDF hospedado por ISKCON News, 1 de mar. de 2022 · cópia neste site

Dossiê

1 entrada · das mais comprovadas às menos comprovadas
Acusação relatada
TKF-047-A

O caso Lokanath Swami mantido fora do Escritório de Proteção Infantil e o comunicado informativo de 1999

CondutaAcobertamento / conivênciaPeríodo 1999

Em 2022, a Comissão do Caso Lokanath Swami, do GBC, relatou que, quando o novo Escritório de Proteção Infantil (CPO) examinou o caso, o diretor do escritório “foi informado por Ravindra Svarupa de que ele não deveria ser reaberto” porque estava “mantido por direito adquirido” (grand-fathered in) e por causa da necessidade de sigilo da família; o diretor qualificou as duas razões como “muito razoáveis”. A maioria da comissão considerou as razões “pouco convincentes, já que todos os casos passados poderiam ser considerados ‘mantidos por direito adquirido’”; o voto divergente escreveu que “O CPO deveria ter tratado deste caso de 1998 em diante. Na verdade, ele foi retido deliberadamente.” A comissão também afirma que Ravindra Svarupa redigiu o “comunicado informativo” (Information Release) do GBC de março de 1999, segundo o qual a mão de Lokanath Swami “tocou e percorreu a parte superior da coxa da menina, por cima da roupa”; o próprio depoimento de Lokanath Swami ao comitê, em 1993, dizia que a mão dele se moveu “em direção à parte superior da coxa, incluindo as partes íntimas”.

A nota de 1999 dele (Apêndice Q dos apêndices da comissão, p. 146–147, sob o título dado pela comissão “Justificativa para não repassar o caso ao Escritório de Proteção Infantil”; a resposta do diretor do CPO identifica Ravindra Svarupa como autor da nota). “Há duas razões, no meu entendimento, para que o caso de Lokanatha Maharaja esteja sendo tratado desta maneira. 1. Ele está mantido por direito adquirido. Esta questão chegou pela primeira vez ao conhecimento do GBC em 1994, muito antes de o mecanismo atual ser implantado, e um pequeno comitê decidiu como tratá-la: obter uma avaliação profissional e, então, tomar uma decisão. Foi o que fizemos. Agora as coisas se arrastaram no que diz respeito à execução, mas não vejo como, tendo nos comprometido a tratar a questão de determinada maneira, voltar atrás nessa decisão e recomeçar todo o caso com um sistema completamente novo, mesmo que esse sistema seja agora o sistema estabelecido e tenha características superiores.” A segunda razão era que o incidente ocorreu em uma casa particular e que a família queria que ele fosse mantido em sigilo em relação a um membro da família de quem tinha medo. Em 17 de junho de 1999, o diretor do CPO, Dhira Govinda dasa, respondeu que “Ambas as razões … são muito razoáveis” e que “não há nenhum bom motivo para reverter ou reconsiderar a decisão do comitê” (Apêndice R, p. 149–150).

A posição da comissão (relatório, p. 19–21, 51 e 54). Segundo a comissão, no sistema de força-tarefa adotado pelo GBC em 1998, a força-tarefa “deveria ter avaliado se encaminharia ou não este caso para reexame em 1998. Não o fez. Em vez disso, Dhira Govinda foi informado por Ravindra Svarupa de que ele não deveria ser reaberto”. O diretor “não tinha autoridade para tomar essa decisão unilateralmente”, e as razões “parecem pouco convincentes … e é de imaginar que o caso poderia ter sido reaberto de uma forma que preservasse o sigilo”. A maioria também escreveu que “um argumento muito forte poderia ser apresentado” de que essa troca de mensagens de 1999 encerrou a questão, observando que o comitê “tinha, sim, esses fatos”. O voto divergente concluiu que o caso “foi deliberadamente tratado de forma diferente de todos os outros casos de abuso na ISKCON”.

O comunicado informativo de 1999 (Apêndice I, p. 50–55; o relatório da comissão, p. 8, afirma que ele foi “escrito por Ravindra Svarupa Dasa”). O texto descreve o incidente no sofá como a mão percorrendo “a parte superior da coxa da menina, por cima da roupa”, e diz também que a menina “havia passado por uma experiência perturbadora e até traumatizante” e que Lokanath Swami “confessou o surgimento em si mesmo … de sentimentos vergonhosos”. O Apêndice C (p. 14) coloca esse texto, intitulado “versão de Ravindra”, ao lado do próprio relato de Lokanath Swami de 1993 (“incluindo as partes íntimas”) e de uma versão marcada “Bnd” que menciona “as partes íntimas dela”. Em 2010, a autora da queixa publicou que o comunicado continha imprecisões e minimizações e escreveu que Ravindra Svarupa “age como se nada tivesse acontecido” (Apêndice B). Na reunião do GBC de outubro de 2011, o ex-diretor do CPO Tamohara dasa disse que uma das versões de 1993 ou 1997 era “uma versão amenizada” (Apêndice G, p. 40).

2001. Anuttama dasa escreveu a Ravindra Svarupa em 1º de janeiro de 2001 que nenhuma decisão final sobre o caso jamais havia sido emitida, que o diretor do CPO havia sido informado “MUITO tempo atrás de que uma decisão por escrito estava a caminho e que (eu acho) você a estava redigindo” e que “alguém precisa concluir este caso, ou vai parecer que nada foi feito e que o GBC está protegendo um dos seus” (Apêndice S, p. 152).

Não foi encontrada nenhuma resposta pública de Ravindra Svarupa ao relatório da comissão.

Fontes (2)
  1. [1]ISKCON GBC, Report of the Lokanath Swami Case Panel — comissão nomeada pelo GBC; pareceres da maioria e da minoria; PDF hospedado por ISKCON News, 1 de mar. de 2022 originalcópia neste site
  2. [2]Apêndices do Relatório da Comissão do Caso Lokanath Swami (A–Y), 1 de mar. de 2022 (documento) original

Pessoas atingidas

Pessoas atingidas: 1 · falecidas: 0

Cronologia

Cada mudança de status deste registro, em um único eixo, com os períodos dos casos que envolvem Ravindra Svarupa Dasa.

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  1. 2022

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