OutroO-002

ISKCON Mayapur

Mayapur administrationMayapur Administrative CouncilMAC

A sede mundial da ISKCON em Sridham Mayapur, em Bengala Ocidental, na Índia: uma cidade de peregrinação e comunidade residencial construída em torno do Sri Mayapur Chandrodaya Mandir, onde o Temple of the Vedic Planetarium está em construção. A Comissão do Corpo Governante (GBC) da ISKCON realiza ali sua assembleia geral anual. Mayapur é supervisionada por membros do GBC designados para ela, com o Conselho Administrativo de Mayapur (MAC) na década de 1990 e um Conselho Executivo de Mayapur hoje.

Jurisdição
Sridham Mayapur, Bengala Ocidental, Índia
Situação
Em atividade

Resumo do registro

1 entrada — 1 conclusão da ISKCON.

Última revisão:
Registro: 1 comprovado, 0 ação judicial, 0 alegado, 0 não verificado, 0 resolvido a seu favorConclusão da ISKCON2000 · proteção a Satadhanya

Descrição

A ISKCON Mayapur é o centro da Sociedade em Sridham Mayapur, no distrito de Nadia, em Bengala Ocidental, na confluência dos rios Ganges (Bhagirathi) e Jalangi, uma área que os vaishnavas gaudiya veneram como o local de nascimento de Chaitanya Mahaprabhu (Wikipedia). Depois de voltar à Índia em 1970, A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada empenhou-se em construir ali uma sede internacional planejada (Wikipedia). A ISKCON assinou em 1971 um acordo para a compra de um terreno de nove hectares (mayapur.com). Sua primeira construção, uma cabana reformada mais tarde chamada Bhajan Kutir, tornou-se o primeiro templo quando as deidades de Radha Madhava chegaram, em 1972, e foi a residência de Prabhupada até a construção do Lotus Building, em 1973 (tovp.org). O encontro internacional anual da ISKCON já se realizava ali ainda em vida de Prabhupada, como em 1976 (Wikipedia).

Mayapur tornou-se a sede espiritual e administrativa da ISKCON (Wikipedia) e um local de peregrinação; peregrinos do mundo todo vêm para o festival de Gaura Purnima e para o parikrama de Navadvipa, com uma semana de duração, realizado na época do festival (Wikipedia). O campus inclui o Sri Mayapur Chandrodaya Mandir, com o templo de Radha Madhava, e o Pushpa Samadhi Mandir de Prabhupada; o Temple of the Vedic Planetarium (TOVP), em construção desde 2009, tem inauguração prevista para 2027 (Wikipedia). Segundo a própria comunidade, ela ocupa cerca de 600 acres e tem mais de 7.000 moradores (mayapur.com). Um gurukula para meninos funciona ali desde pelo menos 1975, quando o primeiro diretor conhecido assumiu o cargo (Jiva Institute); hoje ele faz parte da Bhaktivedanta Academy (ISKCON News), ao lado de outras escolas, como a Sri Mayapur International School (mayapur.com).

A ISKCON Governing Body Commission Society está registrada em Mayapur, e o GBC realiza ali sua assembleia geral anual: em fevereiro de 2025 e novamente em fevereiro de 2026 (GBC 2025; ISKCON News). O GBC atribui Mayapur a um grupo de seus membros: em 1992, um “Comitê do GBC para a ISKCON Mayapur” de quatro membros (GBC 1992); em 2025, um Conselho Executivo de Mayapur formado por quatro membros do GBC e pelo presidente do Comitê Executivo do GBC, com membros do Bureau e dois codiretores (GBC 2025). Na década de 1990, a administração de Mayapur incluía o Conselho Administrativo de Mayapur (MAC), ao lado dos membros do GBC responsáveis por Mayapur (decisão do escritório de proteção infantil, 2000).

Problemas documentados. Em julho de 1977, foram disparados tiros do templo de Mayapur contra moradores das aldeias vizinhas; onze devotos foram presos, entre eles Bhavananda, descrito pelo Hindustan Times como “responsável pelo matha”. A violência contra crianças no gurukula dos meninos de Mayapur está documentada ao longo de várias décadas. O diretor do gurukula entre 1975 e 1979 escreveu em 1997 que membros da liderança de Mayapur, entre eles Bhavananda e Nitai Chand, “estavam ativamente envolvidos no abuso sexual de algumas das crianças”; nenhuma instância da ISKCON e nenhum tribunal se pronunciou sobre essas acusações. Depois de uma investigação, em 1991, sobre abuso sexual entre os alunos, o diretor pedagógico, Bhakti Vidya Purna Swami, ofereceu sua renúncia aos membros do GBC responsáveis por Mayapur, a começar por Jayapataka Swami, mas permaneceu no comando até 2000, quando o escritório de proteção infantil da ISKCON o considerou responsável por maus-tratos físicos e abuso emocional contra alunos; em 2022, o escritório concluiu que ele havia abusado sexualmente de uma menina menor de idade em Mayapur (ISKCON News; GBC). O mesmo escritório concluiu em 2000 que Satadhanya dasa, que presidia o MAC em 1991, havia abusado sexualmente de meninos em Mayapur e em Calcutá no início da década de 1980, e que a proteção que os administradores de Mayapur deram mais tarde a Satadhanya “foi além do que pode ser explicado por ingenuidade, ignorância ou simples perdão”. O escritório qualificou o histórico de violência contra crianças em Mayapur antes de 1992 como “um dos piores da ISKCON”, ao mesmo tempo que observou que a administração vinha sendo “muito cooperativa” com o escritório desde 1998. Em 2017, o conselho de administração da ISKCON TOVP autorizou Satadhanya a tratar com as autoridades governamentais em nome do projeto do templo, embora a decisão de 2000 o tivesse proibido por toda a vida de representar a ISKCON perante qualquer entidade governamental. Os detalhes estão nas fichas individuais.

Dossiê

1 entrada · das mais comprovadas às menos comprovadas
Conclusão da ISKCON
O-002-A

Manutenção de Satadhanya dasa em uma posição de destaque em Mayapur apesar do histórico de abuso sexual infantil dele (1991–1999)

CondutaAcobertamento / conivência, Negligência institucionalPeríodo c. 1991–1999Lugar Gurukula de Mayapur (Bhaktivedanta Academy)

O escritório de proteção infantil da ISKCON concluiu, em janeiro de 2000, que os administradores de Mayapur haviam protegido Satadhanya dasa depois que os abusos sexuais cometidos por ele contra meninos se tornaram conhecidos em 1991, mantendo-o “em uma posição de destaque apesar de seu histórico de abusos” diante de “queixas repetidas e respeitosas” de devotos, e resistindo à divulgação dos fatos conhecidos do caso. O escritório recomendou que os membros do GBC responsáveis por Mayapur e o Conselho Administrativo de Mayapur pedissem desculpas por escrito a cada uma das vítimas de Satadhanya e contribuíssem para a restituição devida a elas e para a proteção infantil.

A decisão do escritório, de 25 de janeiro de 2000, registra o seguinte.

Votação de 1992. Em setembro de 1992, um membro do Conselho Administrativo de Mayapur submeteu aos pais ocidentais uma votação sobre a permanência de Satadhanya em Mayapur. Esse membro “não concordou com a ideia de fazer uma votação, recusou-se a responder a perguntas sobre as ofensas de Satadhanya e ficou irritado quando os pais insistiram nas perguntas”. Uma clara maioria dos pais ocidentais votou, por voto secreto, que Satadhanya não deveria morar na ISKCON Mayapur; “Chegamos a temer que alguma represália viesse a perturbar nossa possibilidade de continuar vivendo e servindo em Mayapur”, escreveu uma das pessoas que votaram ao presidente do GBC. Uma segunda votação, que incluiu os chefes de família bengaleses, foi favorável a Satadhanya.

1993. “Em janeiro de 1993, e em outras ocasiões, o Comitê do GBC para Mayapur expressou a opinião de que Satadhanya dasa já havia sido suficientemente punido ao ser desonrado e forçado a abrir mão do cargo de secretário regional.” Os moradores protestaram por escrito: “É como se estivéssemos dizendo: ‘Enquanto o seu serviço for valioso, você pode sair impune.’”

1995–1997. Depois que o GBC exigiu uma avaliação psicológica de risco (GBC 1995, res. 57), Satadhanya foi autorizado a permanecer na ISKCON Mayapur. Em janeiro de 1997, uma pessoa veterana da comunidade perguntou aos líderes de Mayapur onde estava a avaliação e se conceder a ele “vantagens substanciais” poderia “ser considerado corrupção por parte dos líderes que cuidaram deste caso”. Uma nova votação na comunidade foi marcada; ela não ocorreu porque Satadhanya concordou em se mudar para fora da propriedade da ISKCON Mayapur.

1999. Na entrevista realizada pelo escritório em Mayapur em fevereiro de 1999, segundo Satadhanya e Hari Sauri, que estava presente, não havia “nenhuma proibição explícita” contra ele, inclusive nenhuma proibição de conviver com crianças “nos ashrams dos meninos”.

Conclusão e recomendações. A comissão concluiu que a proteção “foi além do que pode ser explicado por ingenuidade, ignorância ou simples perdão” e escreveu que a administração de Mayapur teve “seu próprio papel, sem dúvida bem-intencionado, em mantê-lo em uma posição de destaque apesar de seu histórico de abusos”. Recomendou que os membros do GBC responsáveis por Mayapur e o Conselho Administrativo de Mayapur assinassem, cada um, cartas de desculpas às vítimas de Satadhanya, “por permitir que Satadhanya mantivesse uma posição influente na ISKCON Mayapur”, e às comunidades de Mayapur e da ISKCON em geral; que a ISKCON Mayapur ajudasse a pagar a restituição devida às vítimas dele; e que contribuísse com pelo menos US$ 10.000 por ano, durante dez anos, para a proteção infantil, metade disso na forma de auxílios a pessoas que sofreram violência sob os cuidados da instituição. Não foi encontrada informação sobre se a ISKCON Mayapur pôs essas recomendações em prática.

Em junho de 2017, o conselho de administração da ISKCON TOVP, o projeto de construção do templo em Mayapur, autorizou Satadhanya, na qualidade de secretário (Assuntos Jurídicos e Relações Oficiais), a tratar com as autoridades governamentais, embora a decisão de 2000 o tivesse proibido por toda a vida de representar a ISKCON “perante qualquer entidade governamental”.

Fontes (3)
  1. [1]Decisão Oficial do Escritório Central de Proteção Infantil da ISKCON no caso Satadhanya dasa, emitida em 25 de janeiro de 2000, 25 de jan. de 2000 (documento) original
  2. [2]ISKCON GBC, GBC Resolutions 1995 — res. 57 (avaliação de risco antes que Satadhanya dasa possa morar em propriedade da ISKCON), 1995 originalcópia neste site
  3. [3]Cópia autenticada de uma resolução do conselho de administração da ISKCON (ISKCON TOVP), de 28 de junho de 2017, que autoriza Satadhanya Dasa, secretário (Assuntos Jurídicos e Relações Oficiais), a tratar com as autoridades em nome do Temple of the Vedic Planetarium, 28 de jun. de 2017 (documento) original

Pessoas atingidas

Pessoas atingidas: 1 · falecidas: 0

Documentos

2

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